Testosterona

“O MITO que liga a reposição de testosterona ao desenvolvimento do câncer de próstata estava na mente dos médicos há mais de 60 anos…”


Muito já se ouviu que os homens tinham mais dificuldade que as mulheres para cuidar da saúde, por consequência, mais problemas de saúde e viviam menos. A boa notícia é que, nos últimos anos, uma crescente parcela da população masculina tem rompido as barreiras culturais e reavaliando tudo o que se refere à QUALIDADE DE VIDA, saúde e bem-estar físico e mental. Assim, cultivar uma boa aparência, controle do peso, equilíbrio nutricional, reposição hormonal e outros cuidados já começam a fazer parte do cotidiano masculino de forma consciente e sem preconceitos. Para incentivar ainda mais, foi criado o “NOVEMBRO AZUL” – uma campanha dirigida à sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas.
A Medicina clássica afirmou por incansáveis anos dogmáticos que haveria certa correlação entre níveis elevados de testosterona e aumento de risco de câncer de próstata. Felizmente, hoje, vários estudos desmistificam essa teoria. Afinal, se houvesse mesmo essa relação, homens jovens (entre 18 e 25 anos) que possuem os maiores níveis de testosterona, deveriam ter os maiores riscos de desenvolverem esse tipo de câncer, não é mesmo? Mas sabemos que ocorre o oposto: o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, pois ocorre principalmente a partir dos 50 anos, ou seja, quando a taxa hormonal de testosterona está mais BAIXA. É o que demonstra o estudo realizado pelo Dr. Dupree e colaboradores e publicado recentemente no Nature Reviews Urology.

Veja só: a queda da testosterona masculina acontece progressivamente a partir dos 30 anos (redução da testosterona biodisponível de 2% a 3% por ano) com repercussões nas áreas de saúde e emocional. Alguns homens irão  desenvolver hipogonadismo tardio (conhecido como ANDROPAUSA, é uma redução gradual dos níveis da testosterona associada aos sintomas correspondentes) ou distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM): a síndrome inclui uma série de sintomas, como fadiga (cansaço), diminuição da massa e da força muscular, perda da libido, disfunção erétil, irritabilidade, aumento da gordura abdominal, depressão e insônia. Felizmente, a terapia de reposição hormonal pode reverter esse quadro. E hoje, temos dados científicos suficientes para afirmar que a reposição de testosterona NÃO aumenta a chance de “determinado” paciente desenvolver câncer de próstata, já que cada paciente deve receber um atendimento e tratamento individualizado.

Uma pesquisa apresentada no encontro da American Urological Association, realizada em San Diego, EUA, com 722 homens, com idade média de 47 anos, analisou um grupo em uso da terapia de reposição de testosterona (TRT) e outro que não utilizavam, e demonstrou que, dentre os homens que faziam reposição de testosterona, 6,8% foram diagnosticados com câncer. Para os que não fizeram reposição, 8,1% desenvolveram a doença, ambos no período de 9 anos. Os resultados mostraram que o risco de desenvolver câncer de próstata foi significativamente MENOR entre os usuários da terapia de reposição de testosterona.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, embora estudos apontem que o tratamento está relacionado a um conjunto de eventos prostáticos – biópsias de próstata, diagnóstico de câncer de próstata, piora de sintomas urinários, aumento do PSA e retenção urinária – a terapia de reposição de testosterona NÃO se mostrou responsável pelo aumento da incidência de nenhum desses eventos isoladamente. “Testosterona não causa câncer de próstata”, afirma o urologista Nardozza Júnior.

Uma vida ativa, com dieta equilibrada, redução do estresse e paz interior ajudam a manter a saúde em dia.

Veja mais:

•    O MITO que liga a reposição de testosterona ao desenvolvimento do câncer de próstata estava na mente dos médicos há mais de 60 anos, diz o coautor do estudo, Dr. Malcolm Carruthers, diretor do Center for Men’s Health em Londres.
•    Estudo publicado no  British Journal of Urology International  (2009) demostrou que  a incidência de câncer de próstata entre homens com hipogonadismo tratados com terapia de reposição de testosterona não é maior que a incidência na população geral.
•    Pesquisadores descobrem que tumor tem maior chance de VOLTAR em homens que apresentam diminuição nos níveis do hormônio após a radioterapia. A descoberta foi apresentada no Encontro Anual da Sociedade Americana para Radiação Oncológica. Segundo os pesquisadores, a descoberta é surpreendente uma vez que se ACREDITAVA-SE que a testosterona era capaz de ajudar no crescimento do câncer de próstata.
•    Homens portadores de hipogonadismo possuem uma substancial taxa detectada de câncer prostático, comprovando que baixos níveis de testosterona não exerce efeitos protetores para a aquisição do câncer, é o que demonstra o estudo realizado pelo Dr. Dupree e colaboradores e publicado recentemente no Nature Reviews Urology.

 Fonte:
Eisenberg, M., et al. Annual Meeting of the American Urological Association. Session: Sexual Function/Dysfunction/Andrology: Medical and Non-surgical Therapy. May 2013.LEF@Jun 2013.;
Sociedade Brasileira de Urologia. Diretriz do Distúrbio Androgênico o Envelhecimento Masculino; 2009. Bhasin S, Cunningham GR, Hayes FJ, Matsumoto AM, Snyder PJ, Swerdloff RS, et al.
(revistapesquisamedica.com.br/PORTAL); www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22672563))

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