Libido Masculino

Fique atento: a classe masculina também pode sofrer desse mal.

Realmente, o assunto ainda é tabu na mesa do bar com amigos. Os homens levam cerca de um ano para conversar sobre dificuldades sexuais com a esposa e, para ir ao médico, levam ainda mais tempo. Mesmo fugindo do assunto, dados médicos atestam que cerca de 20% dos homens podem apresentar diminuição do apetite sexual (libido) em algum momento da vida. Hoje, não há dúvida de que o aumento de casos de perda do desejo sexual está relacionado ao aumento da obesidade. No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo cinco mil homens, mostra que 51% estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção.

“A literatura vem indicando que níveis séricos de testosterona em homens obesos mostram-se em valores abaixo da normalidade quando comparados a homens não obesos, na mesma faixa etária”

A disfunção erétil é a dificuldade ou impossibilidade persistente de ter e manter uma ereção. Já a queda da libido está ligada à fase inicial da relação, de estímulo. No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido, tanto o desejo sexual, como o desempenho.

Como a Obesidade relaciona-se com a queda da libido?

A enzima aromatase (que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino) passa a ser mais atuante, diminuindo a ação da testosterona (hormônio masculino). Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico. O tecido adiposo (gordura) hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento. Essa substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente. A leptina exerce ação direta sobre as células de Leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células de Sertoli, responsáveis pela produção de espermatozoides.
Além disso, quando uma pessoa engorda, ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contrarregulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior, em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio. Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é uma das maiores causas de mortes no mundo atual.
A obesidade pode, também, afetar diretamente o sistema circulatório, pois muita gordura no sangue atrapalha a circulação sanguínea, principalmente em vasos capilares como os da região peniana. Quanto mais gordura abdominal o homem tiver, por exemplo, menor capacidade erétil terá, pois a circulação sanguínea na região genital será menor.
O que devemos fazer é evitar ou reverter à resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando.

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Outros fatores que influenciam na queda do desejo sexual:

-Tabagismo: o cigarro causa disfunção erétil aguda e crônica. A nicotina e o alcatrão acabam na corrente sanguínea depois de inaladas e se depositam nos tecidos vasculares penianos, que ficam fibrosos e não conseguem se distender. Logo, a ereção fica prejudicada;
-Sedentarismo: a inatividade física contribuiu para picos de estresse e cansaço mental, o que influencia de forma psicológica e orgânica sob a libido;
Baixos níveis de testosterona também podem diminuir a libido;
Estresse e/ou carga excessiva de trabalho que levam à exaustão e também são inimigos da saúde, podendo interferir na libido;
Drogas e álcool: em doses elevadas podem influenciar a liberação de hormônios, como testosterona, progesterona e serotonina, causando queda de libido;
Medicamentos: opióides, betabloqueadores, anti-hipertensivos, antidepressivos podem afetar os receptores da serotonina – neurotransmissor responsável por regular o sono, o humor e o apetite sexual;

“A boa notícia é que, de fato, a perda de peso e a pratica diária de atividade física têm influência DIRETA no desejo sexual!”

Além disso a reposição hormonal de testosterona, quando indicada, age de forma eficaz na manutenção da massa muscular e na redução da massa de gordura e, assim, no equilíbrio da composição corporal. A regulação dos níveis de testosterona também contribui para a melhora do humor, da energia e reduz a fadiga. Segundo a pesquisa mundial liderada por Farid Saad, publicada no periódico Current Diabetes Reviews, os homens que não tinham quantidades suficientes de testosterona no organismo e fizeram reposição hormonal, perderam em média 16 quilos em cinco anos de tratamento, havendo uma redução, aproximadamente, de 107 para 98 centímetros da circunferência abdominal, além da mudança de estilo de vida (dieta e exercícios).

Comece já a mudança no seu estilo de vida e sinta a diferença na sua vida sexual. Procure sempre orientação médica.

Fonte:
-http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302000000100006
– Grupo Longevidade Saudável (Dr.Jorge Jamili)
– Imagens retiradas da internet (Google: obesidade e queda do libido)

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