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ORGASMO REPRIMIDO

A disfunção sexual feminina está associada à falta de desejo sexual, dificuldade em ficar excitada, lubrificação insuficiente, incapacidade de atingir o orgasmo ou dor durante a atividade sexual.

No Brasil, 8,2% das mulheres queixam-se de absoluta falta de desejo sexual, 26,2% não atingem o orgasmo, 26,6% têm dificuldade de excitação e 17,8% têm dispareunia (dor durante a relação sexual)  (fonte: Descobrimento sexual do Brasil. SP: Summus; 2004). Esses dados apesar de não muito atuais, já demonstram as elevadas taxas de insatisfação sexual feminina.

Os androgênios(hormônios sexuais masculinos) nas mulheres vêm de múltiplas fontes, são regulados por mecanismos complexos e mudam com o avançar da idade àA PRODUÇÃO DE TESTOSTERONA DECLINA DRASTICAMENTE DEPOIS DOS 30 ANOS DE IDADE. Na mulher, a testosterona é transportada no sangue pela globulina transportadora de hormônios sexuais(SHBG) ou pela albumina, e SOMENTE 1% a 2% da testosterona circula livremente no sangue periférico: apenas essa fração livre é biologicamente ativa(tem efeito). Com isso, todos os fatores que afetam as concentrações da SHBG  também afetam as de testosterona (por exemplo, os anticoncepcionais aumentam os níveis de SHBG e portanto, diminuem a testosterona livre/ativa e reprimem as chances de um clímax sexual –orgasmo).

Nas mulheres, os androgênios exercem uma função essencial sobre a sexualidade, influenciando o desejo, o humor, a energia e o bem-estar; influenciam a liberação dos neurotransmissores e modulam importantes funções, como as relacionadas à sensibilidade, à percepção, ao comportamento e ao prazer. Não sentir prazer durante uma relação sexual não deve ser considerado normal; muitas vezes influenciadas pela sociedade, família, mídia ou doutrinas mulheres calam-se diante dessa situação; em casos mais graves, considera-se culpadas ou não “ privilegiadas” por não terem vontade sexual, não sentirem prazer e jamais terem atingindo o orgasmo. De fato, uma infelicidade diante do sucesso com o tratamento.

Em uma conferência internacional de especialistas, o Consenso de Princeton, sobre    *A SÍNDROME DA INSUFICIÊNCIA ANDROGÊNICA (SIA)*  na mulher, discutiu-se que a deficiência de testosterona em mulheres é avaliada pelo quadro clinico, sintomas apresentados, não havendo necessidade de realizar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

àOs principais sintomas/sinais atribuíveis à insuficiência androgênica são: DEPRESSÃO, pele seca, alteração da função sexual, INCLUINDO A DIMINUIÇÃO DA LIBIDO, DA RECEPTIVIDADE SEXUAL E DO PRAZER, dor na relação sexual; alterações na cognição e na memória, dificuldade de concentração, diminuição da sensação de bem-estar, FADIGA PERSISTENTE sem causa conhecida, perda da massa óssea e COMPROMETIMENTO DA FORÇA MUSCULAR, afinamento ou rarefação dos pelos pubianos, etc.

Desde Sigmund Freud a ciência tenta explicar as conexões entre a sexualidade e o bem-estar físico e mental; o pai da psicanálise escreveu dando uma ênfase até então inédita à sexualidade: “Muitas doenças mentais e as fobias, em especial, não ocorrem quando a pessoa leva uma vida sexual normal”. Vale a pena refletir!

Para uma saudável função sexual (aquela que gera prazer e felicidade AO CASAL) temos que estar com as funções orgânicas e o sistema endócrino produzindo os hormônios necessários em perfeito funcionamento e equilíbrio. O tratamento desse quadro, principalmente com a testosterona, não apenas aumenta a satisfação sexual, mas também o bem-estar de maneira global, influenciando positivamente na qualidade de vida da mulher.

  • Procure sempre um médico antes de iniciar qualquer tratamento.

 

Fontes:

1.Síndrome de insuficiência androgênica-critérios diagnósticos e terapêuticos Androgen insufficiency syndrome- diagnostic and therapeutic criteria. Fernandes, C.E.; Rennó Jr., J.; Nahas, E.A.P.; Melo, N.R.; Ferreira, J.A.S.; Machado, R.B.; Peixoto, S. Rev. Psiq. Clín. 2006.

  1. Síndrome de insuficiência androgênica na mulher: diagnóstico e implicações terapêuticas Marta Curado Carvalho Franco Finotti. Brasília, Med 2013.

Dr Vagner Vieira e Dra Amanda S. Vieira.

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