Fadiga Adrenal

FADIGA ADRENAL

A reação de estresse na natureza é maravilhosa diante de um estresse agudo: ajuda a correr de um inimigo, a enfrentar os desafios diários, a ser imediatista e adaptar-se às várias situações da vida. Porém, quando somos submetidos a períodos prolongados de estresse, sobrecarregamos esses mesmos sistemas que nos ajudaram em um primeiro momento. Isso ocorre porque, em excesso, o estresse deixa de ser útil e passa a causar danos a nossa saúde, ao nosso humor, a produtividade e a qualidade de vida, tanto nossa quanto das pessoa que convivemos.

FASES DO ESTRESSE: 

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Em 1946, o endocrinologista Hans Selye publicou um trabalho que se tornou clássico. Neste, descreve-se em 3 fases a relação entre estresse crônico e doenças.

1º – Reação de alarme: Diante de um estressor físico ou psicológico (um ladrão ou problemas financeiros, por exemplo) há ativação da resposta de “luta ou fuga” e do eixo HHA (Hipotálamo-Hipófise-adrenal), levando a uma secreção em maiores quantidade de hormônios, como o cortisol. Isto causa o aumento da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue, ansiedade ou medo intenso.

2º – Fase de Resistência: Se os estressores não são resolvidos – problemas não são “solucionados”, o eixo HHA fica em continuo funcionamento, levando à hipertrofia adrenal e vários outros efeitos prejudiciais à saúde. Resulta em irritabilidade, insônia, diminuição do desejo sexual, atrofia de algumas estruturas como timo, baço e gânglios linfáticos, acarretando diminuição da imunidade.

3º – Fase de Exaustão: Se o estresse ainda é mantido, a glândula adrenal e outros órgãos começam a “se queimar” e ter um declínio acentuado da função. Leva a um esgotamento, fraqueza intensa, depressão e surgimento de doenças que podem levar à morte do organismo.

Hoje encontramos uma nova fase entre a etapa 2 e 3 – uma fase de “pré-exaustão”, denominada FADIGA ADRENAL: Um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam quando as glândulas adrenais (suprarrenais) funcionam abaixo do nível necessário, mas que ainda não chegaram à exaustão.
Qualquer um pode experimentar fadiga adrenal em algum momento da sua vida; mas existem fatores que podem torna-la mais susceptível, como o estilo de vida com má alimentação, noites mal dormidas, viver sobre pressão, inatividade física, doenças crônicas ou infecções repetidas, situações/vivências ruins prolongadas.

SINAIS E SINTOMAS DE FADIGA ADRENAL:
– Vive-se com uma sensação geral de mal estar, depressão leve e falta de interesse pelas coisas. Presença de sentimentos negativos em relação a si próprio e a vida;
– Cansaço que não é aliviado pelo sono, ou quando você tira férias e duas semanas depois já está muito cansado e volta pior para casa;
– Necessidade frequente de tomar café ou energéticos para começar a funcionar pela manhã;
– Compulsão por alimentos salgados e frituras;
– Alta frequência de contrair a gripe e outras doenças respiratórias;
– Ansiedade, irritabilidade, alterações do sono;
-Baixa libido e ereções não mantidas;
-Falta de energia, grande esforço para qualquer atividade.

DIAGNOSTICO:
O importante de se reconhecer a fadiga adrenal é que muitos dos problemas físicos e cansaço crônico que algumas pessoas acreditam serem causados por determinadas doenças, podem ser na verdade uma produção inadequada de hormônios da suprarrenal. A fadiga adrenal, muitas vezes, é confundida com depressão, pânico, fibromialgia, labirintite, anemia ou palpitações. O diagnóstico é confirmado após anamnese detalhada, exame físico e laboratorial e exclusão de outras patologias.

TRATAMENTO:
O cortisol é essencial não só para os portadores de severa depleção, como também para a manutenção do equilíbrio físico e mental dos adultos que estão envelhecendo e declinando a sua capacidade de produção. A reposição da insuficiência adrenocorticotrófica com glicocorticóide é indicada em situações de estresse, mas só devem ser utilizados com supervisão de um profissional. A reposição de cortisol não pode ocorrer na ausência da correção dos desequilíbrios nos níveis de hormônios anabólicos (pausas humanas), principalmente a queda dos níveis de DHEA.

“Respire fundo e tente sempre encontrar uma oportunidade na adversidade: um congestionamento no trânsito pode causar uma tensão extrema em algumas pessoas, enquanto outras encontram na mesma situação uma oportunidade de ouvir musica, pensar sobre o dia e conversar com amigos.”

Fonte:
– Grupo de Consenso do Grupo Longevidade Saudável. Acesso em: http://www.longevidadesaudavel.com.br/consensosDetalhes.asp?cod=16#.VGpLvzTF9

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