Andropausa

O HOMEM É MESMO A SUA TESTOSTERONA: ANDROPAUSA

O envelhecimento da população é uma tendência evidente: em 50 anos o percentual de idosos mais que dobrou no Brasil. Em 2010, a representação de idosos atingiu 20,5 milhões, segundo censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Diante disso, devemos estar atentos às nossas quedas hormonais. No homem, a diminuição dos níveis de testosterona (principal o hormônio sexual masculino, o androgênio) podem ocorrer nas mais diversas idades, mas geralmente ocorre a partir dos 30 anos. Para definir essa alteração, vários nomes foram usados na literatura: climatério masculino, menopausa masculina ou ANDROPAUSA. A Sociedade Brasileira de Urologia preferiu chamar de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM).
Nos Estados Unidos, a cada um milhão de homens com níveis baixos de testosterona, somente 100 mil estão em tratamento, e apenas 7% sabem que existe tratamento para esta diminuição por meio da modulação hormonal bioidêntica. É importante lembrar que a testosterona não é um hormônio somente sexual, ela exerce mais de 200 funções anabólicas e de reparo no organismo. O desempenho sexual é apenas UMA de suas funções, e quando o homem passa a ter dificuldade sexual, já esta em um estágio avançado da deficiência hormonal. Embora o declínio hormonal não afete de maneira tão aguda e incisiva como ocorre nas mulheres na menopausa, ainda assim, são comprometidos pela cronicidade dessa diminuição com efeitos cumulativos na sua qualidade de vida, na saúde e, muito provavelmente, na própria expectativa de vida.

No momento em que cai a produção de testosterona, uma cascata de alterações metabólicas acontece progressivamente:

• Diminuição da massa e força muscular;
• Aumento de gordura abdominal, obesidade e principalmente aumento da gordura visceral (gordura intra-abdominal), com resistência à insulina e perfil lipídico aterogênico;
• Osteopenia (aumento da perda óssea);
• Cansaço e fadiga;

“A CAPACIDADE DO HOMEM DE  PRODUZIR ENERGIA ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA À SUA PRODUÇÀO DE TESTOSTERONA”

• Aumento na reação inflamatória corporal e do risco de doença vascular cardíaca (infartos);
• Diminuição da performance cognitiva (raciocínio lentificado);
• Alteração do humor, depressão, diminuição da sensação de bem estar geral. O aumento do estradiol (excesso de hormônio feminino no homem, tem sintomas principalmente emocionais, com mudanças súbitas do humor), os sintomas depressivos estão inversamente associados aos níveis de testosterona livre em homens.
• Diminuição da libido e do vigor sexual, impotência. Em homens, o comportamento sexual é muito dependente da testosterona. Estudos indicam que o hormônio é responsável pelo aumento no desejo sexual. Homens que perderam seu interesse e a capacidade de ter ereção reverteram esse quadro com tratamentos de reposição de testosterona.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico da deficiência androgênica no envelhecimento masculino deve ser baseado na história clínica, no exame físico, e em exames laboratoriais. Igualmente importante é avaliar os níveis séricos de estradiol, uma vez que a elevação destes níveis pode provocar um bloqueio da ação da testosterona nos homens. A queda da testosterona tem uma grande individualidade; alguns homens tem essa queda precocemente, outros mais tarde, de forma aguda ou gradual.

 “Ao contrário da mulher, que tem a ausência da menstruação como um biomarcador da menopausa, o homem não apresenta nenhuma mudança significativa. Assim, desde o início do declínio da taxa de testosterona até que apareça alguma alteração laboratorial ou um sinal muito drástico, pode demorar de 10 a 15 anos. Por isso, esses sintomas são, erroneamente, confundidos com o processo “normal do envelhecimento”.

PREVENÇÃO:
Práticas diárias também podem influenciar na taxa de testosterona, como atividades que exijam muito esforço físico, comer menos soja (pois aumentam os níveis de estrogênio, principal hormônio feminino), beber menos álcool, não fumar, comer mais verduras, manter os níveis de estresse baixos para que o cortisol não derrube a produção de testosterona, assim como uma boa noite de sono. Hábitos de vida mais saudáveis conseguem distanciar a ocorrência de muitos problemas, incluindo a andropausa.

TRATAMENTO:

“Podemos minimizar o impacto da andropausa, devolvendo ao organismo masculino o equilíbrio hormonal perdido.”

Doses fisiológicas de testosterona podem ser administradas, objetivando-se manter os níveis séricos comparáveis ao de adultos jovens e saudáveis, na faixa etária dos 25 a 30 anos. As melhores vias de administração para este hormônio são a transdérmica e a intramuscular.
Níveis excessivos de estradiol devem ser evitados durante o tratamento de reposição com testosterona, por conta do efeito biológico neutralizador, e de responder pela ocorrência de ginecomastia, hipertrofia prostática benigna e, possivelmente infarto agudo do miocárdio. Evitar a obesidade é um ponto importantíssimo neste contexto, uma vez que o tecido adiposo é rico em aromatase, enzima que catalisa a transformação de testosterona em estradiol. Vale ressaltar que não se trata de um processo milagroso, e sim de uma forma de prevenção e tratamento, em busca do envelhecimento saudável, com bem estar físico e emocional. É extremamente importante que a otimização hormonal seja feita com acompanhamento médico qualificado a esse tipo de tratamento.

Benefícios da reposição hormonal:
rep

 

Fonte:
– http://www.lersaude.com.br/andropausa-a-sexualidade-e-o-medo-como-lidar-com-esta-situacao/
–  Grupo de Consenso do Grupo Longevidade Saudável: http://www.longevidadesaudavel.com.br/consensosDetalhes.asp?cod=11#.VF9gXzTF9Ok

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