Gluten

O glúten é uma proteína presente no trigo, aveia, cevada, centeio e malte. Está presente em alimentos como pães, biscoitos, macarrão, requeijão, iogurtes, chocolates, sorvetes, produtos industrializados, como embutidos, salsichas, hambúrgueres e muitos outros produtos. Trata-se de uma proteína altamente inflamatória e seu consumo pode causar desde sintomas leves até graves.
Em casos graves temos a DOENÇA CELÍACA que é um distúrbio inflamatório crônico do intestino delgado, podendo ser definida como um estado de resposta imunológica intensificada ao glúten ingerido em indivíduos geneticamente suscetíveis. O pilar do tratamento da doença celíaca é a adesão vitalícia a uma rigorosa dieta livre de glúten, que leva a melhorias no desfecho clínico, no bem-estar psicológico e na qualidade de vida para os pacientes. A insistência em consumir alimentos com glúten leva à atrofia a mucosa intestinal, que perde a capacidade de absorção. Dessa forma, pode provocar desnutrição grave, osteoporose e problemas neurológicos, tudo pela falta de nutrientes e vitaminas A, D, E, K, ácido fólico, entre outros. Veja alguns sintomas:

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Além dos celíacos, existem pessoas que são hipersensíveis ou intolerantes ao glúten. Essas pessoas não têm a doença celíaca, nem respostas autoimunes, mas o seu corpo tem dificuldade em quebrar o glúten e isso afeta a função normal do organismo – o diagnóstico atual para esta situação clínica é a SENSIBILIDADE NÃO CELÍACA AO GLÚTEN. Dados internacionais estimam que a hipersensibilidade ao glúten possa atingir 81% dos americanos e, por isso, já vem sendo tratada como uma epidemia silenciosa.

Na sensibilidade não celíaca ao glúten o sistema imune continua a atacar as proteínas contidas no glúten, desencadeando uma resposta inflamatória que pode ser localizada, originando diferentes queixas gastrointestinais (como diarreia, flatulência, dores abdominais). Ainda pode ser mais generalizada, influenciando diferentes órgãos, sistemas ou estruturas.

O glúten causa falhas no metabolismo, que passa a funcionar de maneira irregular e contribui para o ganho de peso. O mesmo também prejudica a digestão e absorção dos alimentos, o que torna-se um problema sério, que resulta em perda de vitaminas e minerais. Também há relação entre o glúten e a osteoporose, já que o glúten atrapalha a absorção de cálcio. Para muitas pessoas, o glúten é o gatilho que desencadeia dores musculares, articulares e a enxaqueca, pois causa inflamação no sistema nervoso central e no cérebro. Além disso, o glúten é responsável por desencadear grande parte das doenças autoimunes, como o hipotireoidismo, vitiligo, asma, e entre outras doenças não autoimunes como o Alzheimer. (Estudos demonstram que crianças com intolerância ao glúten tinham sete vezes mais crises de asmas que o não intolerante.)

“Aliás, entendam que o Glúten não causa mal somente a quem tem intolerância, ele é prejudicial, em maior ou menor grau, a praticamente qualquer pessoa!”

Aquela que era apenas uma dieta obrigatória para todos os que têm doença celíaca é, neste momento, uma opção alimentar para um número cada vez maior de pessoas, já que ao retirar o glúten da alimentação, essas pessoas notaram redução de diferentes queixas gastrointestinais, auxílio na perda de peso, diminuição de processos inflamatórios diversos, melhoria de patologias autoimunes, das enxaquecas, das dores articulares, das perturbações neurológicas, dos sintomas depressivos e comportamentais.

A melhor forma de saber como seu organismo irá se comportar é excluindo os alimentos com glúten. A partir disso, propomos uma DIETA SEM GLÚTEN, mesmo para pessoas que não tem doença celíaca. Vale lembrar que o glúten não é uma proteína essencial para o organismo, e os alimentos que os contém não são fontes de nutrientes insubstituíveis. Assim pode ser removido da dieta sem qualquer prejuízo para a saúde. Hoje, são encontrados diversos produtos no mercado sem glúten, como farinhas, pães, torradas, biscoitos, bolos, macarrão, barras de cereais, cereais em flocos, massas de pizza, chocolates, entre outros.

Fonte:
-http://www.fenacelbra.com.br/acelbra_cascavel/doenca-celiaca-e-sensibilidade-ao-gluten-o-que-sabemos-sobre-isso/

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