Disruptores Endócrinos

PERIGO À SAÚDE!

Desreguladores ou disruptores Endócrinos (DE) são substancias químicas sintéticas ou naturais que atuam interferindo nos hormônios de humanos e outros animais e, com isso, afetam a saúde, o crescimento e a reprodução. Os DE substituem os hormônios do nosso corpo ou bloqueiam a sua ação natural, ou ainda atuam aumentando ou diminuindo a quantidade original de hormônios, alterando as funções endócrinas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) no relatório State of the Science of Endocrine Disrupting Chemicals, alerta para os potenciais perigos dos efeitos destas substâncias, pois observaram aumento de casos de muitos problemas endócrinos nos humanos, comprovando que seus efeitos são nocivos para a saúde a médio e a longo prazos.

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E ONDE ESTÃO OS DISRUPTORES ENDÓCRINOS?

Em substâncias naturais e sintéticas. Veja alguns exemplos:

– Em pesticidas, herbicidas, fungicidas que contaminam frutas, vegetais e, em baixas concentrações, a água potável;

– Em compostos farmacêuticos, hormônios sintéticos como anticoncepcionais, estrogênios sintéticos DES e 17a-etinilestradiol;

– Por meio do uso de produtos pessoais como maquiagem, cremes, produtos para cabelo e para o banho;

-Em corantes e conservantes usados em alimentos industrializados, soja e derivados.

  •  Duas importantes e conhecidas fontes:

-BISFENOL A (BPA): utilizado em garrafas e recipientes de plástico para comida, mamadeiras, material dentário, latas, (etc.);

-XENOESTROGENIOS – Pseudoestrogênios: são gerados pelas modernas indústrias químicas e presentes em produtos de uso doméstico.

QUAIS OS EFEITOS DOS DISRUPTORES ENDÓCRINOS NO ORGANISMO:

No que diz respeito aos efeitos na saúde humana, o Comitê Científico da Toxicidade, Ecotoxicidade e Ambiente concluiu que há relação entre alguns desreguladores endócrinos e alterações na saúde humana, como o câncer de testículo, de mama e de próstata, o declínio das taxas de espermatozoides, infertilidade, deformidades dos órgãos reprodutivos e disfunção da tireoide.
No sistema reprodutivo feminino os DE tem efeito na diferenciação sexual, função dos ovários, aumento no risco de câncer de mama e de vagina, ovários policísticos e endometriose. No sistema reprodutivo masculino, na redução na produção de esperma, aumento do risco de câncer testicular e de próstata, infertilidade e alterações nos níveis hormonais da tireoide.
A janela mais sensível de exposição aos DEs encontra-se em períodos críticos de desenvolvimento, tais como a gestação e a adolescência: exposições durante a gestação podem causar alterações permanentes, que levam à incidência superior de doenças ao longo da vida.
Os xenoestrogênios: O metabolismo do tecido adiposo encontra-se sob o controle do sistema nervoso simpático e é modulado pela ação de vários hormônios, dentre eles os esteroides sexuais. Sabe-se que, quando o organismo passa a sofrer a ação dos estrógenos ambientais (xenoestrogênios), ocorre modulação direta da lipogênese (“produção da gordura”) e da lipólise (“quebra da gordura”), com impacto direto sobre a obesidade. Além disso, os estrogênios ambientais atuam indiretamente no sistema nervoso central (SNC) e no fígado, aumentando o consumo alimentar e reduzindo a secreção de leptina (hormônio responsável pela saciedade).
Bisfenol A: vários estudos mostram que a exposição, mesmo à baixas concentrações, tem contribuído para taxas elevadas de diabetes, cancros da mama e próstata, adolescência precoce, obesidade, problemas neurológicos, diminuição da ovulação, entre vários outros problemas de saúde.

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O QUE FAZER?

Infelizmente, ainda há total desconhecimento por grande parte da população sobre esse assunto. Devemos não apenas reduzir, mas sim rejeitar e eliminar tudo o que agride nossa qualidade de vida.

“Muitas dessas moléculas vêm sendo proibidas em países desenvolvidos. Porque não se esta fazendo o mesmo também por aqui? Acreditamos que seja uma ignorância invencível, negligência ou falta de vontade emocional de buscar outros caminhos.”

Escolher produtos sem DEs é a estratégia mais eficaz para proteger a saúde dos efeitos destas substâncias. Torna-se quase impossível eliminarmos por completo a exposição a estas substâncias, uma vez que se encontram em quase tudo o que utilizamos na nossa vida cotidiana. Mas, podemos reduzir muito por meio de escolhas mais rigorosas e conscientes.

PARA REDUZIR A EXPOSIÇÃO À DESREGULADORES ENDÓCRINOS:

– Usar vernizes para as unhas e outros produtos de beleza que não contenham “dibutil ftalato” (DBP);
-”Usar produtos de cuidados pessoais, detergentes, produtos de limpeza que não contenham “fragrância” na lista de ingredientes”. “Fragrância” geralmente significa a presença do ftalatato DEP;
-Não cozinhar ou preparar alimentos em micro-ondas em recipientes de plástico;
-Não usar uma cortina de banho à base de vinil;
-Usar tintas e outros produtos do gênero em áreas bem ventiladas;
-Dar às crianças brinquedos de madeira ou sem ftalatos e não permitir que as crianças mordam brinquedos de plástico;
-Evitar produtos feitos de PVC flexível ou plástico vinil;
-Reduzir os enlatados;
-Evitar comer ou beber em copos de plásticos policarbonatos de plástico, garrafas de água de plástico (o número “7″ junto do símbolo de reciclagem denuncia a presença de BPA), entre outros. Alternativas melhores são garrafas e recipientes de vidro, aço inox ou garrafas de polipropeno (com o número “5″ no fundo junto do símbolo de reciclagem);
-Para desinfetar, utilizar álcool ou produtos que não contenham triclosan.

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Fonte:
– Desreguladores endócrinos no meio ambiente: efeitos e consequências; D.M. Bila; M.Dezotti;, Universidade Federal do Rio de Janeiro, CP 68501, 21945-970 Rio de Janeiro – RJ, Brasil; Acesso em Scielo.
– Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia.

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